Musicoterapia e Alzheimer | Musicoterapia e Bem Estar | Scoop.it
 A musicoterapia estimula o sistema o sistema nervoso através do som, ritmo, harmonia e melodia facilitando o aprendizado, a comunicação e a memória. Muitos ainda não conhecem, mas a Musicoterapia é um tratamento que utiliza a música para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, expressão e o bem-estar do indivíduo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Cleveland Clinic Foundation, nos Estados Unidos, e divulgada pelo Journal of Advanced Nursing, comprova que ouvir música pode ter efeitos benéficos no tratamento de dores crônicas, o que acontece nas fases mais avançadas do Alzheimer. Os cientistas testaram à utilização de música em 60 voluntários. O índice dos que sentiam depressão em conseqüência da dor crônica diminui 25%.“Os elementos da música como som, ritmo, melodia e harmonia auxiliam os velhinhos a melhorar o seu quadro clínico e prevenir o agravamento de algumas patologias. Além disso, essa atividade tem o intuito de aumentar a disposição física e mental do idoso, integrá-los com as pessoas que estão no ambiente em que passam a maior parte do dia e, consequentemente, melhorar sua qualidade de vida”, afirma a musicoterapeuta Carolina Hipólito. “A musicoterapia para pacientes com demência é possível porque a percepção, a sensibilidade, a emoção e a memória para a música podem sobreviver até muito tempo depois de todas as outras formas de memória terem desaparecido.” (Sacks, 2007:320). Até hoje não foi encontrada uma cura para essa doença neurodegenerativa e a musicoterapia não reverte completamente os seus efeitos destruidores, todavia permite ao doente revisitar vivências até então perdidas e relembrar histórias até então esquecidas, deitando por terra os muros impostos pelo Alzheimer. São memórias que lhes cantam aos ouvidos. Na prática musicoterapêutica utiliza-se como recursos o aparelho de som, as fitas, os discos e CDs, instrumentos musicais como pandeiros, agogôs, chocalhos, maracas, atabaques, guizos e outros que forem do agrado dos pacientes. Usam-se objetos que facilitem a movimentação rítmica, como bastões, arcos, bolas. No atendimento aos idosos dá-se ênfase ao uso da voz e do corpo como objetos intermediários da comunicação. Perder a memória significa ser privado do patrimônio afetivo-cultural que se construiu durante toda a vida. Na intervenção musicoterapêutica, utiliza-se do repertório melódico, afetivo e cultural do paciente, objetivando devolver-lhe, naquele momento, o enlevo das melodias e a possibilidade de uma comunicação gratificante. Utiliza-se o repertório das músicas e sonoridades que lhe são significativas buscando estimular a memória, a produção de reminiscências, a consciência do movimento corporal e a orientação espaço-temporal.